O governador Eduardo Campos (PSB) deverá se encontrar nos próximos
dias com o senador Humberto Costa (PT), e outras lideranças petistas
para cobrar que o problema interno do partido seja resolvido o quanto
antes, caso queiram seu apoio para a disputa pela Prefeitura do Recife.
Ontem, uma fonte palaciana revelou, em reserva, que a expectativa do
governador é de que a união do PT seja consagrada para que, em seguida,
se possa reunir esforços para a manutenção da aliança e o
fortalecimento da Frente. Pode pesa a favor o fato de a deputada
federal Luiza Erundina ter sido indicada pelo PSB para ser vice na
chapa do candidato petista em São Paulo.
Sobre a exoneração dos secretários Tadeu Alencar (Casa Civil),
Danilo Cabral (Cidades), Sileno Guedes (Articulação Social e Regional)
e Geraldo Júlio (Desenvolvimento Econômico), a fonte revela que “o
governador tinha que se preparar, caso não haja uma unificação dentro
do PT”. “A preocupação de Eduardo é a unidade do PT, leia-se uma
aproximação entre Humberto e o prefeito João da Costa. Se isso não
acontecer, o nome apresentado pelo PT ficará inviabilizado e, dessa
forma, não é interessante se manter a aliança porque é muito negativo
para o partido encarar uma eleição dividida”, disse o governista,
reforçando que os quatro nomes socialistas foram apresentados como uma
alternativa. “O PSB tinha o prazo para a desincompatibilização e
precisava ter munição para o que está por vir”, alertou.
Está nos planos do governador, ainda de acordo com a fonte, que a
aliança entre o PSB e PT seja mantida em outros municípios do Estado,
mas isso só está dependendo do que ficar decidido na Capital. “Neste
momento, o princípio fundamental do PSB é manter a unidade com o PT em
todo o Estado, mas para que possamos tratar sobre isso com cada um dos
municípios, como por exemplo, Petrolina e Salgueiro, é preciso que a
questão seja resolvida no Recife. Porque se o PT não conseguir se unir,
nosso apoio não faz sentido e teremos que sair com candidatura própria.
Em Petrolina, a Frente Popular quer unir Fernando Bezerra Filho
(PSB) e Odacy Amorim, mas o martelo só será batido quando o PT se
organizar no Recife”, enfatizou a fonte.
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