Até confirmar a candidatura do PSB no Recife, o governador Eduardo Campos vai precisar apressar o passo para cumprir uma espécie de “ritual”, no intuito de evitar, ao máximo, o estremecimento com o PT do ex-presidente Lula. A primeira etapa consiste justamente em uma conversa com a maior estrela petista – que foi adiada e sem previsão de nova data. Outro passo que o socialista precisará trilhar será um “papo” com o senador e pré-candidato a prefeito, Humberto Costa (PT). Paralelo a esses encontros, o gestor deverá concluir o ciclo de conversas com lideranças da Frente Popular no Estado.
Contudo, para cumprir a risca esse ritual, o governador Eduardo Campos precisará correr contra o tempo. A menos de 16 dias de se concluir o período das convenções partidárias, o gestor socialista viu ser adiado justamente a primeira etapa dessa “via crucis” por conta de recomendações médicas dadas ao petista. Nessa conversa, era tido como certo que Campos apresentaria, “A” mais “B”, que uma candidatura única do PT colocaria em xeque a hegemonia da Frente Popular na capital pernambucana.
De acordo com uma fonte socialista, que preferiu reserva, o sentimento no PSB é que a candidatura é um caminho sem volta. “Várias lideranças na Frente Popular já colocam a insatisfação e dizem que o PT perdeu as condições de conduzir o processo da sucessão no Recife. Essa candidatura do PSB agrega os partidos e contempla justamente aquilo que todos procuram, que é a união da coligação. Isso é um caminho sem volta”, disse o socialista, esquivando-se de apontar quando a legenda baterá o martelo e oficializará o candidato.
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