sexta-feira, 15 de junho de 2012

Dilma ouve de Eduardo as razões do PSB no Recife


(Foto: Arquivo Roberto-Stuckert Filho/PR)

O governador Eduardo Campos (PSB) viu como “oportuna e capaz de produzir efeitos positivos” a iniciativa da presidenta Dilma Rousseff de abrir uma linha de crédito especial de R$ 20 bilhões para infraestrutura nos estados. Porém, mais oportuna foi a conversa que o socialista teve com a petista em uma reunião no Palácio do Planalto. No encontro, foi explicado o cenário turbulento no Recife, complicado após o racha no PT local. Distante da confusão dos correligionários, hoje divididos em dois grupos, os que defendem o prefeito João da Costa e os apoiadores do senador Humberto Costa -, Dilma ouviu com atenção as razões do governador em querer lançar um nome do PSB para o pleito de outubro, mas não se posicionou sobre o assunto.
Nesta quinta-feira, Eduardo Campos que a opção de uma candidatura própria do PSB no Recife será a saída para a crise enfrentada pelo PT. “A unidade do PT é muito importante. Mas a 15 dias do prazo de desincompatibilização, não há sinais de unidade. Há ações na Justiça, outdoors espalhados. Não há debate sobre saúde, educação ou mobilidade”, afirmou em entrevista ao Valor. “Nós do PSB temos condições de liderar a frente. Temos quatro secretários que deixaram seus cargos e são capazes de disputar a vaga”, disse, sem querer revelar qual deles teria mais chances de ser o escolhido.
Os ex-secretários de Desenvolvimento, Geraldo Júlio (PSB), o de Cidades, deputado federal Danilo Cabral (PSB), o de Articulação Social, Sileno Guedes (PSB), e o da Casa Civil, Tadeu Alencar (PSB), são os nomes cotados para representar o partido na disputa de outubro. Eduardo Campos tem se preocupado com o Recife desde o ano passado devido aos altos índices de rejeição do prefeito João da Costa, mas que aos pouco foi se recuperando. Porém, a crise interna exposta publicamente pelas pricipais lideranças petistas levou o governador a tomar as rédeas da sucessão no Recife. Uma reunião que ele teria com o ex-presidente Lula nesta sexta-feira foi cancelada, mas o socialista ainda espera conversar com o “óraculo” do PT, visto como uma espécie de “padrinho” do governador desde quando era presidente da República. Uma coisa é certa. Eduardo não irá dar um passo sem antes ouvir o que Lula tem para falar.

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