quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Coluna da quarta-feira

Thiago Lins
(Interino)
Esse tal pacto federativo

O novo pacto federativo, que consiste basicamente numa nova divisão de competências entre União, Estados e municípios, é a bola da vez no discurso do governador Eduardo Campos (PSB). De olho nos dividendos eleitorais que uma eventual redistribuição de recursos pode trazer, o tucano Aécio Neves, outro nome cotado à Presidência em 2014, também já tinha encampado a tese, como vem fazendo questão de deixar claro.

Embora essa discussão tenha sido levantada ainda por Itamar Franco, quando governava Minas (1999-2003), o assunto foi requentado após as eleições municipais. Passado o pleito, à medida que a imprensa tentava virar a página rumo a 2014, Eduardo , à sua maneira, despistou colando outra pauta: o tal pacto federativo.

O Senado, por sua vez, já criou uma comissão para propor novas regras nas relações fiscais entre as esferas, que rendeu um relatório entregue ao presidente da Casa José Sarney (PMDB). O trabalhista Armando Monteiro, que acompanhou a entrega do documento, admitiu que o País hoje tem um 'federalismo predatório'.

Por último, os prefeitos, cujos orçamentos sufocados demandam maior urgência numa eventual redistribuição de fundos, têm sido mais objetivos. O próprio Eduardo se reúne, em Janeiro, com os 184 prefeitos eleitos do Estado. Um deles, Lourival Simões (PR), de Petrolândia, arriscou: “Quem abraçar a causa dos municípios, hoje falidos por causa de Dilma, tem amplas chances de chegar a ser presidente”, disse, em entrevista ao blogueiro.

Eduardo vem defendendo que a dicussão sobre o novo pacto é mais importante do que 2014. Interpretações à parte, o assunto deve ser, no mínimo, determinante para o seu vôo.


Violeiro 1 - A vitória heroica de Sebastião Dias (PTB) em Tabira, onde derrotou um oligarquia munido de poesia, viola e um magro caixa de campanha, tem repercutido. Depois da notícia aqui no blog ainda em outubro, o Jornal do Commercio fez uma matéria com o trabalhista. Domingo, foi a vez do Globo, do Rio, dedicar espaço ao único repentista eleito prefeito no Brasil.


Violeiro 2 - Na eleição, Sebastião derrotou o atual prefeito de Serra Talhada, Dinca Brandino (PSB). Na campanha, o socialista afirmava que, caso se elegesse, ia comprar todas as violas do município para quebrar em frente à casa do poeta. Derrotado, Brandino agora teima em não colaborar com a transição. O prefeito tem até sexta-feira (09) para entregar os documentos do processo. Caso contrário, o Ministério Público pode ingressar com ação de improbidade administrativa contra Brandino.

O Serra do PT - Em entrevista à CBN ontem, o deputado Fernando Ferro (PT), proferiu uma pérola, definindo Humberto como 'o Serra do PT', por entender que o senador quis 'dominar a política do partido', numa atitude kamikaze determinante para a derrota do PT no Recife. Contudo, à época do pleito a candidatura de Humberto era colocada como uma imposição da Executiva Nacional do partido. Humberto, então, afirmava ter recebido uma missão, e não propriamente buscado.

Dirceu ataca novamente - O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, agora condenado no julgamento no Mensalão, voltou a centrar fogo no governador Eduardo Campos (PSB). Em seu blog, Dirceu colocou como 'justa' a aspiração à Presidência, nutrida pelo governador, mas não deixou de alfinetar o socialista. 'Por enquanto (Eduardo) se alia tanto ao PT como ao PSDB, entre outros (como fez na eleição deste ano), desde que o PSB cresça e se expanda. Esse é o jogo', disparou o ex-ministro.

CURTAS

Reaproximação - Foi escolhida uma data emblemática para a próxima reunião entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador Eduardo Campos (PSB): o próximo dia 14.

Vote onde puder - A prioridade dos nova iorquinos, em meio ao cenário caótico da megalópole, ainda é se proteger da frente fria que voltou a avançar ontem de noite. Para abrandar o impacto nas eleições, o governador Andrew Cuomo baixou uma ordem para que os desabrigados possam votar na zona mais próxima.

PERGUNTAR NÃO OFENDE - Quando o PT vai começar a discutir o novo pacto?

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