quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Em época de Seca, operação descobre furto de água


Uma operação da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e Secretaria de Defesa Social (SDS) efetuou duas prisões em flagrante e identificadas e suprimidas 26 ligações irregulares, além de retirados quatro mil metros de tubulações clandestinas. Os flagrantes foram feitos na Adutora do Sertão, localizada em uma das regiões mais castigadas pela escassez de chuvas.
O sistema tem, ao todo, 220 quilômetros de extensão e é responsável pelo abastecimento das cidades de Salgueiro, Terra Nova, Verdejante e Serrita. Nos últimos dias, os técnicos da Compesa observaram uma queda de vazão estimada em 105 litros de água por segundo, no trecho de 25 quilômetros compreendido entre a cidade de Cabrobó e a Serra do Monte Santo.
Esse volume de água desviada é suficiente para atender uma população de 40 mil habitantes, semelhante a uma cidade como Ouricuri. Preocupada com a situação de desabastecimento nas áreas urbanas e sem perspectivas de chuvas, o presidente da Compesa, Roberto Tavares, optou por pedir ajuda ao MPPE e à Secretaria de Defesa Social.

A Compesa identificou através de sobrevoo de helicóptero da polícia 45 pontos de possíveis irregularidades. No geral, existem dois tipos de problemas: propriedades que são clientes da Compesa e estão desviando água para irrigação (quando deveria ser exclusivo para consumo humano) e as propriedades com ligações clandestinas. “Nossas adutoras sempre foram alvo dessas ações, que são criminosas. Além de prejudicar o fornecimento de água à população, quem desvia ainda não paga pelo valor da água”, afirma o diretor Regional da Compesa, Fernando Lôbo.
Como resultado da operação desses dois dias, a Compesa já conseguiu abastecer melhor as cidades atendidas pela Adutora do Sertão. O trabalho deverá continuar até que sejam identificados os demais responsáveis pelos desvios ao longo da adutora em toda a região. “Roubo de água é crime e precisa ser tratado como tal. Por isso, vamos seguir com a Operação Água Legal com o apoio do promotor Epaminondas Tavares (do MPPE) e das equipes da CIOSAC (Polícia Militar), garantindo que a água chegue às residências e atingindo o seu principal objetivo, que é o consumo humano, e não para outros fins”, destaca o diretor Fernando Lôbo.

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