A Comissão
Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira adiou a decisão
sobre uma diligência de três parlamentares à penitenciária da Papuda,
em Brasília, para tentar ouvir o contraventor Carlinhos Cachoeira. Foi
discutida a substituição do requerimento de diligência por um convite
para ele depor na comissão, mas também não houve decisão, pelo fato de a
reunião ter sido esvaziada – apenas cinco integrantes estavam na sala.
A reunião foi encerrada em seguida.
O requerimento sobre
a visita foi apresentado pelo deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF) depois
de a mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, dizer em entrevista ao
Fantástico, da Rede Globo, que o marido “está disposto a contar tudo o
que sabe, tendo muito o que falar e que quer contribuir".
O
deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) disse ter recebido informação do
advogado de Cachoeira, Márcio Thomaz Bastos, de que seu cliente daria
depoimento na Justiça em 24 ou 25 de julho e que não falaria nada antes
disso.
Antes, Miro havia dito que previa um resultado muito ruim
dessa visita. Para ele, os parlamentares seriam vítimas de ásperas
análises sobre a visita, pois seriam mal interpretados, e isso acabaria
prejudicando toda a comissão. Segundo ele, a visita pode ter um
resultado nefasto, apesar da boa intenção. Ele disse que Cachoeira
deveria prestar depoimento na prisão.
Em resposta, Pitiman disse
que o pior que poderia acontecer é ele se recusar a falar. Ele disse
que os parlamentares levarão um gravador para registrar toda a
conversa.
A comissão havia convocado Cachoeira para depor. Ele
compareceu à comissão em 22 de maio, mas se recusou a depor, afirmando
que só falaria em juízo.
Cachoeira está na Papuda desde o dia 18
de abril. Ele foi transferido para lá após ficar preso por quase dois
meses na cidade de Mossoró (RN).
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