Por Wagner Santos
Ao que parece, as eleições 2012 trouxeram vários aspectos diferenciados de outros pleitos, dentre os quais está o fato de que 11 partidos estarão à frente das 26 capitais, que são: PSB, PSDB, PT, PDT, PMDB, PP, DEM, PPS, PSD, PSOL, e PTC, o que segundo opinião de especialistas, garante mais equilíbrio das forças políticas. Em relação à divisão dos poderes, o economista Maurício Romão defende que houve uma fragmentação partidária muito forte. Atualmente, dez legendas comandam capitais e numa (João Pessoa) o prefeito não tem filiação. O detalhe é que, de 26 cidades, 12 são governadas por petistas (7) e peemedebistas (5).
“Em uma determinada eleição (1986), o PMDB, simplesmente, elegeu 22 governadores, de 23. Então, isso é um protagonismo muito forte, uma hegemonia muito forte é a exacerbação do poder individual do partido. Agora não, houve uma fragmentação, uma disputa mais equilibrada, onde vários partidos assumiram o poder. E isso cria, naturalmente, uma repartição mais justa do poder político e traz um equilíbrio geral”, analisou o economista Maurício Romão.
Os fatores locais, segundo o economista, também foram responsáveis pela decisão do eleitor, mesmo com a tentativa de alguns candidatos de “nacionalizar” a campanha. “Um caso típico aí, foi com o julgamento do mensalão, que alguns municípios buscaram chamar a atenção para isso e não teve repercussão forte”, ressaltou. “O pessoal está mais interessado naquele dia a dia, na rua, nas calçadas, no buraco, na energia, no transporte, comunicação, mobilidade. São fatores locais predominantes, e isso a gente notou agora com essa eleição. Realmente, os eleitores se manifestaram muito mais pelas propostas que mudariam, eventualmente, a condição de vida”, enfatizou.
Outro ponto defendido por Romão, é em relação na coalizão PT/PMDB, que juntos saíram fortalecidos nesta eleição, com o comando de seis prefeituras de capitais, com um destaque para São Paulo, com quase nove milhões de eleitores e um PIB expressivo. “A coalizão sai engrandecida neste processo eleitoral, sai muito forte, dá sustentação à postulação de Dilma Rousseff, em 2014. E consequentemente a de Michel Temer como vice. Quer dizer, cria condições mais favoráveis para a reeleição de Dilma e desloca um poder para o Legislativo, num momento inicial, porque os dois juntos agregaram forças suficientes para dominar o Congresso Nacional”, observa.
PSB
Por fim, Maurício Romão destaca o fortalemcimento do PSB, que será a sigla com o maior número de capitais, em 2013. Além disso, o economista destaca a consequente nacionalização da imagem do governador Eduardo Campos. “Ele passa a ser um dos grandes partidos nacionais e qualquer movimentação política no futuro terá que passar por essa discussão, onde Eduardo Campos será protagonista”, enfatizou Romão. “Mas, de qualquer forma, acho que o processo eleitoral foi bastante legitimizado, com bons resultados. A democracia saiu fortalecida.
Por fim, Maurício Romão destaca o fortalemcimento do PSB, que será a sigla com o maior número de capitais, em 2013. Além disso, o economista destaca a consequente nacionalização da imagem do governador Eduardo Campos. “Ele passa a ser um dos grandes partidos nacionais e qualquer movimentação política no futuro terá que passar por essa discussão, onde Eduardo Campos será protagonista”, enfatizou Romão. “Mas, de qualquer forma, acho que o processo eleitoral foi bastante legitimizado, com bons resultados. A democracia saiu fortalecida.
O aperfeiçoamento das instituições estavam em curso, a gente percebe claramente a vontade de se criar condições mais equilibradas para o exercício do poder”, concluiu.
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